Impactos do COVID-19 em Itália

Conheça os impactos do COVID-19 em Itália e as medidas de apoio que estão a ser tomadas



SETORES COM MAIORES CONSTRANGIMENTOS NESTE MERCADO
    Impacto económico da COVID-19 para 2020 (Fonte: NDEF - Nota ao documento económico e financeiro do governo italiano):

  • PIB 2020 -8,7% - PIB 2021 + 4,7%

  • Consumo -7,2%

  • Formação bruta de capital fixo -12,3%

  • Renda bruta do empregado -5,7%

  • Propensão a economizar 13%

  • Exportação -14.4

  • Importação - 13,5%

  • Desemprego 11,6% (antes da crise: 10%)

  • Deficit de 10,4% do PIB

  • Dívida em 2020 155,7% do PIB - dívida em 2021 152,7% do PIB

  • Produção industrial no primeiro trimestre: -16,6%

    O governo pretende realizar no mês de Maio uma manobra orçamentária financiada em deficit no valor de 55 bilhões (3,3% do PIB)

    Nota: No caso de um forte ressurgimento do Covid-19 no Outono: PIB 2020 -10,6% PIB 2021 + 2,3%

    Nota sobre Feiras:

    Expo Riva Schuh – foi cancelada a realização em junho, está a ser pensada a realização de uma edição a meados de dezembro.

    Micam – a edição de setembro ainda não foi cancelada.

    Salone del Mobile - edição de 2020 foi cancelada e a próxima edição será realizada em abril de 2021.

    Motivos apresentados:

  • Forte impacto crescente do COVID-19 em todos os setores económicos.

  • A quarentena continua em todo o país. Apenas serviços e atividades económicas essenciais permanecem abertas.

  • O governo solicitou às empresas encerramento de todos os setores não indispensáveis.

QUAIS OS PRINCIPAIS PROBLEMAS QUE SE IDENTIFICAM A NÍVEL LOGÍSTICO?
  • Encerramentos de todo o comércio não alimentar   

  • Fronteiras encerradas

  • Cancelamento de voos

  • Circulação logística de pessoas limitada as exigências alimentares, médicas e ou profissionais (com necessidade de apresentação de auto-declaração)

  • Circulação de mercadorias totalmente condicionada

QUAIS OS PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS NÃO LOGÍSTICOS QUE EXISTEM?
  • Limitação da liberdade de circulação de pessoas e de bens.

  • Encerramento do retalho não alimentares                   

  • Quebra nas vendas e nas encomendas

  • Cadeia de fornecimentos cortada

  • População total do país em quarentena

  • Problemas sociais inerentes à situação de emergência

QUAIS AS PRINCIPAIS MEDIDAS QUE O GOVERNO ESTÁ A IMPLEMENTAR PARA REDUZIR OU MITIGAR AS CONSEQUÊNCIAS DO CORONAVÍRUS?
    Primeira manobra financeira de 25 mil milhões de euros em redes de segurança social, ajuda a famílias e empresas:

  • Desbloqueamento imediato de crédito às PME tendo em vista a liquidez das mesmas;

  • Permitir o pagamento dos débitos fiscais das empresas por um período de 10 anos;

  • Investimento em infraestruturas na ordem dos 3 mi milhões de euros, através de recurso aos Eurobonds emitidos a 30 anos (carece de aprovação em Conselho Europeu Extraordinário);

  • Medidas de simplificação burocrática para lançamento das obras de infraestrutura;

  • Favorecer o Investimento de Fundos de Pensões em capitais e débitos das PME e nas obras infraestruturais;

  • Substituir os atuais empréstimos hipotecários ou de contratos de leasing com novas linhas de crédito;

  • Incentivos ao trabalho Jovem e a tempo parcial;

  • Implementação de um Plano de ação para atrair investimento privado e estrangeiro com medidas fiscais e financeiras. Decreto urgente que aloca 4,3 mil milhões de euros para a emergência alimentar e 400 milhões de euros para serem usados como vale-alimentação para pessoas em dificuldade. Esses fundos serão administrados pelos serviços sociais de cada município italiano. Decreto "Liquidez" (8 de abril): O governo estima que cerca de 400 mil milhões de euros em liquidez serão injetados no sistema económico.

    Principais medidas:

  • Adiamento do pagamento de impostos e das contribuições para a segurança social, no valor estimado de 10 mil milhões de euros.

  • A criação de um Fundo Central de Garantia para PME para oferecer uma garantia pública aos empréstimos desembolsados por bancos, empresas de leasing, intermediários financeiros nacionais e estrangeiros, com procedimentos simplificados, no valor total de 1,5 mil milhões de euros.

  • A SACE (Empresa de Financiamento Público e Garantia de Exportação) fornecerá garantias a bancos, instituições financeiras nacionais e internacionais até 200 mil milhões de euros, dos quais 30 mil milhões de euros reservados para PME, trabalhadores independentes e freelancers, 3 mil milhões de euros reservados para indústria de cruzeiros e 5 mil milhões de euros para o setor de defesa.

  • A criação de um "Comitato per il sostegno pubblico all’esportazione”, presidido pelo Diretor Geral do Tesouro e pelo Diretor Geral do Ministério das Relações Exteriores.

  • A introdução do Golden Power nos setores de finanças, energia, transporte, água, segurança, alimentação e agricultura.

  • O governo pretende realizar no mês de Maio uma manobra orçamental para financiar o deficit no valor de 55 bilhões (3,3% do PIB)

  • Pretende-se, assim, atenuar o impacto económico e empresarial, social do Coronavírus.

PRINCIPAIS MEDIDAS PRECONIZADAS PARA REINÍCIO DA ATIVIDADE ECONÓMICA
    Em 26 de Abril de 2020, o governo emitiu um decreto para a primeira reabertura parcial das atividades económicas com base num programa de reabertura.

    Fase 2 (de 4 a 17 de maio):

  • Além das atividades essenciais já iniciadas na fase 1, a abertura da indústria de transformação, da construção civil, do comércio atacadista vinculado às atividades industriais e da construção civil.

  • Maior liberdade de movimento para os cidadãos da região de residência (visita a familiares, atividades desportivas individuais, passeios em parques e jardins) sempre com autocertificação.

  • Todas as outras atividades económicas permanecem fechadas.

  • A reabertura das atividades económicas foi precedida pela assinatura de protocolos entre governo e associações empresariais e trabalhadores que definem regras, comportamentos e encargos. Os protocolos foram incluídos no decreto.

  • O governo incluiu no decreto várias recomendações para o distanciamento social em transporte, logística e comércio.

  • Fase 3 (de 18 de maio a uma data a ser definida):

  • Abertura de atividades, com exclusão de atividades de alto risco (cabeleireiros, etc.)

  • Fase 4 (com data a ser definida):

  • Abertura de todas as atividades com métodos a serem definidos.

  • As escolas permanecerão fechadas e reabrirão a 1 de setembro.

  • Foi emitido em maio um novo decreto que regulamenta a reabertura.


Nota: Tendo em conta o rápido desenvolvimento da pandemia COVID-19 e dos seus impactos na economia dos diversos países, a informação constante nesta página poderá não corresponder à totalidade da informação do mercado disponível e poderá ficar temporariamente desatualizada.

Última atualização: 22 de Maio de 2020.


FONTE:
AICEP PORTUGAL GLOBAL. Covid-19: Impacto nos Mercados. Disponível em: https://www.portugalexporta.pt/mercados-internacionais/impacto-covid-19
Acesso em: 22 de Maio de 2020