Impactos do COVID-19 na zona de Xangai, na China

Conheça os impactos do COVID-19 na zona de Xangai, na China, e as medidas de apoio que estão a ser tomadas



SETORES COM MAIORES CONSTRANGIMENTOS NESTE MERCADO
  • Turismo;
  • Aviação;
  • Automóvel;
  • Petróleo e Gás;
  • Bens de Consumo;  
  • Comércio; 
  • Transportes;
  • Comunicação;
  • Eletrónico de semicondutores.

  • A atividade fabril na China expandiu-se inesperadamente em março, após um colapso no mês anterior, mas os analistas alertam que uma recuperação duradoura no curto prazo está longe de ser garantida, já que a crise mundial do COVID-19 ataca a procura externa e ameaça uma forte queda económica. 

  • Exportações da China diminuíram 17,2% em janeiro e fevereiro, comparativamente ao período homólogo anterior. Decréscimo de 24% das exportações da China para a União Europeia em março.

  • De acordo com a revista Harpers Wine and Spirit, a trade de vinhos de gama alta e whiskeys raros da Europa para a Ásia subiu 25% em março.

    No sector hoteleiro, segundo a empresa de pesquisa STR, a ocupação geral na China entre 1 e 19 de abril caiu 53% em comparação com o mesmo período do ano passado. Contudo, no mês de abril, foram muitos os grupos hoteleiros que recomeçaram a reabrir. Por exemplo, o Grupo InterContinental disse esta semana que 97% dos seus 470 hoteis na China Continental estão já abertos. 

    De acordo com o China National Bureau of Statistics em março, em 2020 baixaram, os investimentos em ativos fixos 24,5%; as vendas a retalho 20,5%; o valor global das exportações 15,9%; a produção industrial 13,5% e a produção de serviços 13%.

    A China que foi o epicentro da pandemia COVID-19, parece estar progressivamente a regressar à normalidade. No entanto, os dados económicos apresentados pelo National Bureau of Statistics of China referentes ao primeiro trimestre de 2020, evidenciam o impacto negativo desta pandemia nas finanças do país e apontam para a primeira queda do PIB chinês desde que a recolha de dados trimestrais começou em 1992. De acordo com o Financial Times, esta queda de 6,8% é ligeiramente pior do que as estimativas, que apontavam para uma descida de 6,5% e contrasta com o crescimento de 6% registado no último trimestre de 2019. 

    À medida que as fábricas e lojas vão retomando as suas operações, a China parece estar a superar o choque inicial do lado da oferta causado pela imposição das medidas de confinamento. No entanto, o país enfrenta agora dois novos desafios relacionados com a procura:

  • O crescimento da procura doméstica irá ser lento devido às cicatrizes psicológicas, falências e perda de empregos. Numa pesquisa realizada por uma consultora financeira de Pequim, quase 65% dos entrevistados pretendem "restringir" seus hábitos de consumo após o vírus.

  • A procura externa irá continuar a ser afetada enquanto os surtos pandémicos não estiverem controlados a nível global. Atualmente, vários negócios e empresas de dimensões diversas estão a ser encerrados e/ou os seus pedidos a serem cancelados, levando a China a deparar-se com uma situação de excesso de oferta de mercadorias. 

  • Neste contexto, Pequim tem vindo a reiterar as suas intenções em estímular o consumo doméstico, enquanto tenta estabilizar e recuperar a sua economia. Porém, a desaceleração da economia global apresenta um problema significativo para o país, pois as exportações ainda desempenham um papel de grande relevância na sua economia.

  • Segundo dados divulgados pela Shanghai Foreign Investment Development Board, no primeiro trimestre de 2020, Xangai assinou 129 projetos de investimento estrangeiro no valor de 23,9 mil milhões de dólares e recebeu investimentos estrangeiros pagos avaliados em cerca de 4,70 mil milhões de dólares, valor que representa um aumento de 4,5% em relação a 2019. Durante mesmo período, estabeleceram-se em Xangai, 10 sedes regionais de empresas multinacionais e cinco centros de R&D de capital estrangeiro. 

  • Os primeiros três meses deste ano verficaram-se aumentos exponenciais nas compras online de frescos e outros mantimentos, como foi o caso da Miss Fress com + 350%, Alibaba + 220%, JD.com + 470% e Carrefour + 600%. 

  • A pandemia também aumentou a consciencialização do consumidor chinês sobre a fragilidade da saúde humana. Por exemplo, um estudo da consultora Nielsen revelou que os entrevistados mostraram uma consciência sobre a sua saúde muito mais evidente, com a maioria a afirmar que prestará mais atenção à alimentação saudável mesmo após a epidemia (80%),  que gastará mais em desporto e fitness no futuro (75%) e que irá aumentar os seus gastos em exames médicos regulares (60%).

QUAIS OS PRINCIPAIS PROBLEMAS QUE SE IDENTIFICAM A NÍVEL LOGÍSTICO?
  • A Câmara de Comércio da UE na China refere que 90% dos seus associados terá um impacto adverso alto, devido a regras governamentais imprevisíveis, obrigatoriedade de quarentena altamente restritiva e condições excessivas para reinício das exportações. Por exemplo, as entregas de encomendas podem estar sujeitas a várias restrições ao atravessar cidades, províncias e distritos;

  • O Porto de Xangai registou uma redução na utilização da sua capacidade entre os 20 e 50% desde o início da epidemia e uma utilização de 90% da sua capacidade de armazenamento, o que tem gerado um grave problema de escoamento de mercadoria;

  • De acordo com a China Ports and Harbours Association, existe uma preocupação generalizada entre os portos e as companhias de navegação de que o coronavírus no exterior dificultará a procura e, em troca, afetará a produção na China;

  • A queda nas exportações da China pode arrastar-se ao longo de 2020, contraíndo até 30% em relação ao ano anterior, de acordo com a China Capital Economics;

  • A nível da aviação, mais de 100 companhias internacionais cancelaram os seus voos para Xangai até pelo menos ao final de março e muitas anunciaram já prolongar esse prazo até abril ou, mesmo, indefinidamente;

  • A nível de restrições de viagens entre províncias, a maioria impõem a validação de um certificado de saúde ou da apresentação de um comprovativo de quarentena;

  • O regresso ao trabalho de grande parte da força de trabalho nos portos chineses possibilitou um escoar da mercadoria retida, sendo dada prioridade a contentores com bens perecíveis. Ao mesmo tempo, os portos de Xangai e de Tianjin subiram 40% da sua capacidade de armazenamento;

  • Como a situação do COVID-19 está a estabilizar na China, os negócios, em geral, estão também a regressar ao normal. O setor secundário está também em recuperação, com fábricas em todo o país a retomar a produção, exceto na área de Wuhan. Com o atenuar dos bloqueios de movimentação, os serviços de transporte de mercadoria estão também a retornar gradualmente ao seu status normal;

  • De acordo com um estudo da empresa de logística internacional AGILITY, que analizou os sistemas de transportes aéreos e terrestres nas cidades de Hangzhou, Xangai, Nanquim e Ningbo, foram apenas levantados constragimentos no transporte aéreo de passageiros e de mercadoria, mas sinalizando a retoma da operacionalidade dos portos marítimos a 100%;

  • O fluxo de automóveis nas autoestradas apresentou um crescimento de 20%, comparativamente ao período homólogo em 2019, de acordo com a empresa de trading  Trafigura.

  • Em Xangai, centro financeiro da China Continental, quase nenhuma restrição é imposta aos viajantes domésticos, provavelmente devido à necessidade de permanecer aberto a investimentos e talentos. Um jornalista da Bloomberg que viajava da epicentro da província de Hubei para Xangai não encontrou nenhuma restrição específica, quarentena ou mesmo um requisito para testes uma vez na cidade.

  • Em resposta a uma carta aberta do Presidente da European Chamber, Jörg Wuttke, onde solicita junto do Ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, o alívio das restrições impostas à entrada de cidadãos estrangeiros em território chinês, Wang Yi indicou estar a ser implementado um sistema de fast-track para estrangeiros que precisem de regressar à China por motivos de carácter urgente tais como, questões humanitárias, pesquisas científicas ou comerciais. Wang Yi prometeu ainda a divulgação de mais detalhes a este respeito em fase posterior.

  • Entretanto, e sem revelar mais detalhes, a European Chamber, através de contactos estabelecidos com autoridades locais, garantiu estarem a ser colocados em marcha mecanismos de apoio no apoio ao regresso de cidadãos e empresas estrangeiras à China, nomeadamente em Pequim, Guangdong, Shanghai, Chongqing, Shandong e Tianjin.

  • Em 29 de abril, Pequim suspendeu as restrições de viagem para passageiros que viajam dentro da China. Juntamente com Tianjin e Hebei, Pequim ajustou o  nível de resposta a emergências de saúde pública do primeiro para o segundo grau. A partir de 30 de abril, os passageiros que viajam de áreas de baixo risco não precisarão mais passar por uma quarentena residencial de 14 dias ou fornecer os resultados dos testes COVID-19. Os passageiros que chegam do exterior ainda precisam passar por uma quarentena centralizada de 14 dias e uma quarentena doméstica de 7 dias.

QUAIS OS PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS NÃO LOGÍSTICOS QUE EXISTEM?
  • Várias empresas com funcionários a trabalharem a partir de casa ou em regime de horário reduzido ou alternado para que não exista congestionamento nos transportes públicos e nos locais de trabalho;

  • A Câmara de Comércio Britânica na China informou que cerca de metade das suas associadas esperam descidas de 10% nos lucros, devido à redução dos seus produtos e serviços (61%), interrupções de viagens (58%) e ambiente de negócios incerto (55%);

  • De acordo com a Associação de Pequenas e Médias Empresas da China, 60% dos seus associados revelaram ter capacidade para cobrir as despesas correntes apenas durante um ou dois meses, enquanto apenas 10% conseguirão sobreviver durante seis meses ou mais. À data de hoje, apenas 45% das PME regressaram ao trabalho, mas espera-se que as operações comerciais normalizem no final de março;

  • A Câmara de Comércio Americana em Xangai referiu que 48% dos seus associados revelaram já estar a ser afetados pela interrupção das operações e que 78% das empresas não têm pessoal suficiente para operar uma linha de produção completa;

  • A Câmara de Comércio Americana em Xangai referiu que 41% das empresas afirmam que a falta de pessoal é o seu maior desafio nas próximas 2-4 semanas, 30% das empresas dizem que as questões de logística são a sua maior preocupação, e, nos próximos meses, 58% das empresas esperam que a procura pela sua produção seja menor que o normal;

  • No seio empresarial, as medidas de quarentena impostas pela cidade de Xangai (obrigatória apenas para quem regressa de um país na  em zona de risco ou então quando requisitada pelo Comitê Local da sua zona de residência em função da densidade populacional ou mesmo até pelos próprios escritórios e locais de trabalho) acaba por ser o maior entrave ao retorno da normalidade de atividade;

  • Apesar de muitos centros recreativos como museus ou parques temáticos terem reaberto na semana de 23 de março, os mesmos foram encerrados de novo no fim-de-semana, por tempo indefinido, no contexto do aparecimento de centenas de "casos importados".

  • Em 8 de maio, Xangai ajustou seu nível de resposta a emergências de saúde pública do segundo para terceiro. Ainda é sugerido que os moradores tragam máscaras faciais e as usem ao entrar em áreas fechadas, em locais com multidões ou quando tiverem contato próximo com outras pessoas, disse o Governo em comunicado à imprensa em 8 de maio. As pessoas devem usar máscaras ao pegar o metro ou autocarros de longa distância, entrar em institutos médicos, institutos de assistência social, escolas e outros locais que exijam máscaras. À medida que o verão se aproxima e a temperatura aumenta, o governo também exige que as empresas limpem, desinfetem ou alterem partes importantes, como filtros de ar, antes de ligar o ar condicionado central. A ventilação do ar fresco deve ser melhorada quando o ar condicionado estiver em funcionamento.

QUAIS AS PRINCIPAIS MEDIDAS QUE O GOVERNO ESTÁ A IMPLEMENTAR PARA REDUZIR OU MITIGAR AS CONSEQUÊNCIAS DO CORONAVÍRUS?
    Para entrar na cidade: Residentes: Sem restrições. No entanto, Xangai emitiu um aviso em 8 de abril, incentivando empresas e instituições a realizar testes de ácido nucleico em funcionários recém-chegados (retornando) de determinadas áreas (não especificado). As empresas podem marcar consultas para esse fim em instituições médicas aprovadas pela Comissão Municipal de Saúde e Saúde de Xangai às suas próprias custas. 

  • No dia 28 de março de 2020, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da R.P.C. suspendeu a entrada de todos os estrangeiros, mesmo residentes, por um período indeterminado, exceptuando apenas portadores de passaporte diplomático ou especial de serviço.

  • Passageiros chineses a retornar de 26 países (Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Irão, Irlanda, Israel, Itália, Malásia, Holanda, Noruega, Filipinas, Portugal, Coreia do Sul, Espanha, Suécia , Suíça, Tailândia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos) devem enviar dados pessoais, status de saúde e informações recentes sobre viagens diariamente por meio de um mini programa WeChat por 14 dias consecutivos antes do embarque. Não fazer isso levará a ser impedido de embarcar. Se forem fornecidas informações falsas, o passageiro será impedido de continuar sua viagem e poderá sofrer penalidades legais.

    No final de março e princípio de abril, a R.P.C. introduziu um conjunto de medidas no sentido de efetuar um controlo mais apertado das exportações de materiais médicos chineses, entre eles a apresentação de certificados CE, pré-inspeções alfandegárias, registo prévio junto das autoridades locais dos produtos médicos, certificados de habilitação das empresas locais, entre outros.

    No campo da educação, a Comissão de Educação de Xangai reabriu as escolas no dia 6 de maio para os alunos dos 8º e 11º anos. Os alunos dos 9º e 12º anosiniciaram as aulas a 27 de abril. Já os alunos dos 4º, 5º, 6º 7º e 10º anos regressarão às aulas no dia 18 de maio, ficando por definir a data de recomeço das aulas nos infantários e dos alunos dos 1º, 2º e 3º anos.

INDICAÇÃO DAS PRINCIPAIS MEDIDAS PRECONIZADAS PARA REINÍCIO DA ATIVIDADE ECONÓMICA
    O governo municipal de Xangai anunciou 28 medidas para atenuar os prejuízos que possam advir da epidemia:

  • Intensificação de apoio fiscal e financeiro para empresas que desempenham papéis importantes na prevenção de epidemias, como farmacêuticas;

  • Isenção de imposto para a importação de produtos médicos relacionados com a prevenção da epidemia;

  • Redução ou isenção temporária de rendas de imóveis para PME que arrendem imóveis do Estado, entre fevereiro e abril;

  • Isenção de imposto sobre montante fixo para empresas em nome individual;

  • Redução das taxas de juro nos empréstimos a empresas que estejam diretamente envolvidas no combate à epidemia, PME ou dos setores mais afetados;

  • Redução temporária da contribuição de segurança social para empregadores.

  • De acordo com a Comissão Municipal de Comércio de Xangai (Ministério do Comércio), das 12.861 empresas de alta tecnologia registadas na cidade, mais de 90% regressaram ao trabalho e a Comissão de Ciência e Tecnologia de Xangai criou um fundo de investimento de 1,44 mil milhões de dólares com o China Construction Bank em Xangai para fomentar o investimento em tecnologias para o combate a epidemias.

  • Em março a Comissão de Comércio de Xangai introduziu onze novas medidas de apoio à economia local:

  • Otimização do mecanismo de importação de produtos médicos essenciais;

  • Apoio a empresas em reinício de atividade;

  • Reforço do apoio financeiro a empresas que operem no comércio externo;

  • Otimização da regulamentação de procedimentos aduaneiros;

  • Aumento da preponderância do seguro de crédito;

  • Apoio a empresas no ajuste dos seus planos com vista à participação em feiras internacionais;

  • Apoio às empresas com o objetivo de incrementar a sua presença no mercado internacional;

  • Otimização dos serviços de liquidação financeira transfronteiriça;

  • Facilitação na obtenção de licenças de importação via online;

  • Otimização das funções da China (Xangai) International Trade Single Window;

  • Melhoria no acesso à assistência e aconselhamento legal no estrangeiro.

  • As medidas de alívio do governo concentraram-se nas empresas e não nos indivíduos, incluindo incentivos fiscais no total de RMB 1,6 biliões (US $ 227 mil milhões) e RMB 3,66 biliões em nova liquidez que os bancos deveriam emprestar a empresas em dificuldades, especialmente pequenas e médias empresas responsáveis pela maioria do emprego. Mas isso equivale a apenas 5% do PIB anual e o poder do governo de direcionar empréstimos bancários e decisões de contratação e demissão do setor privado é limitado.

    De acordo com um artigo publicado no dia 10 de abril pelo Ministério do Comércio (MOFCOM), quase 60.000 empresas de capital estrangeiro em Xangai contribuíram para mais de 1/4 do PIB de Xangai, mais de 1/3 da tributação, 2/3 da importação e exportação e o valor total da produção da indústria acima da escala e 1/5 do emprego.

    Para atrair ainda mais o investimento estrangeiro, Xangai implementou 24 novas medidas a 10 de abril, que visam estabelecer um mecanismo de incentivo à atração de investimentos; acelerar a abertura do setor financeiro e de novos veículos de energia; aumentar a punição de violações de direitos de propriedade intelectual (DPI) e crimes de DPI; e apoiar empresas estrangeiras a participarem igualmente da formulação de padrões e compras governamentais.

    Ao mesmo tempo, Xangai continua a atualizar o e-government e o licenciamento eletrónico. O "One Netcom Office (办 网通)" de Xangai fornece 2312 tipos de serviços. Este ano, outros 500 tipos de serviços públicos serão adicionados ao "One Netcom Office", de acordo com um artigo publicado pelo Governo Municipal de Xangai. Ao executar serviços governamentais, como supervisão e aplicação da lei, todos os materiais aprovados pelo departamento do governo municipal são, em princípio, isentos de envio em papel, por meio de compromissos como notificação, solicitação de licença electrónica, verificação de compartilhamento de dados e assistência administrativa. Atualmente, Xangai está a trabalhar na integração de plataformas e no compartilhamento de dados entre plataformas.

    Xangai aprovou o Regulamento de Xangai sobre Optimização do Ambiente de Negócios a 13 de abril. Os regulamentos cobrem questões relacionadas com o acesso ao mercado, compras públicas (public procurement), suporte a pequenas e médias empresas (PME), racionalização de processos de aprovação, proteção de IP, etc.

    Com o objetivo de continuar a promover a inovação, as autoridades de Xangai publicaram o Regulations on Promoting the Construction of Science and Technology Innovation que entrará em vigor a partir de dia 1 de maio.

    Este Regulamento, contempla um conjunto de benefícios fiscais e de medidas de apoio ao financiamento a empresas do setor da alta-tecnologia. O referido regulamento prevê igualmente relaxar os requisitos proporcionais à parcela de activos estatais para instituições de R&D e destaca a importância de Zhangjiang como futura "cidade científica” e líder nacional em matéria de inovação, no âmbito do projeto de promoção económica do Yangtze River Delta.

    Simultaneamente, Xangai estabeleceu uma nova comprehensive bonded area – Jinqiao Comprehensive Bonded Area - na nova área de Pudong. Na cerimónia de lançamento deste novo projeto, foram celebradas as assinaturas vários projetos de investimento nos setores da logística, componentes automóveis, novas energias e fábricas inteligentes de 5G, com um valor de produção estimado em cerca de 35 mil milhões de RMB nos próximos cinco anos.

  • No plano do turismo e lazer, a Administração de Cultura e Turismo de Xangai anunciou, no dia 28 de abril, a abertura de 84 atrações turísticas de nível A na cidade. Segundo esta Administração, as referidas atrações turísticas serão obrigadas a manter número de visitantes abaixo dos 30% da sua capacidade diária, para forma a evitar grandes aglomerações, e a sua entrada apenas possível mediante registo prévio online. Todos os espaços fechados destas atrações turísticas, deverão manter-se encerrados até novas ordens.

  • Ainda no decorrer desta semana, cerca de 5200 hotéis em Xangai retomaram as suas operações.

  • A Municipalidade de Xangai, em conjunto com a Alibaba e a China Council for the Promotion of International Trade - Shanghai (CCPIT Shanghai) lançaram esta semana um novo espaço digital destinado à promoção e exibição de conferências e eventos variados. Este é um projeto que tem por objetivo o melhoramento da infraestrutura on-line da cidade num contexto da crescente importância do desenvolvimento da economia digital, uma tarefa considerada essencial pelas autoridades locais no âmbito do rejuvenescimento económico de Xangai pós-pandemia. 

  • Xangai planeia investir, nos próximos três anos, pelo menos 270 mil milhões de RMB (US $ 38,6 mil milhões) na construção de infraestruturas tecnológicas, com o objetivo de impulsionar a inovação e o desenvolvimento económico da cidade e de melhorar o nível da sua gestão urbana. Este projeto prevê que, até 2022, Xangai esteja dotada de mais de 100 fábricas / linhas de produção autónomas, e que o número de estações-base 5G disponíveis tenha capacidade de cobertura sobre toda a sua área metropolitana. No âmbito do mesmo projeto, estão ainda previstos melhoramentos substanciais nos Internet Data Centers que suportam aplicações cloud e de Inteligência Artificial e ainda a construção de estradas e espaços destinados a veículos autónomos.

  • Hangzhou estabeleceu uma meta de crescimento do seu PIB para 2020 de 6,5%, de acordo com o relatório de trabalho do governo local divulgado por ocasião da abertura da Quinta Sessão do 13º Congresso Popular de Hangzhou. No referido Congresso, foram projetadas várias medidas que visam a promoção do desenvolvimento económico da cidade e do rejuvenescimento do seu setor do turismo. Neste contexto, as autoridades de Hanghzou pretendem aprofundar a integração regional da cidade com Xangai, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Integrado do Delta do Rio Yangtze. Para tal, estará prevista a implementação do projeto "R&D in the Zhangjiang area, manufacturing in Hangzhou City” que tem por objeto estreitar as relações entre as duas cidades no plano industrial. No capítulo do turismo, ficou decidido que a Municipalidade de Hangzhou e o governo da província de Anhui irão trabalhar conjuntamente no sentido de estimular novamente o fluxo de turistas na região, como forma de reavivar este que foi um dos setores mais afetados pela atual pandemia.    

  • Xangai emitiu novas medidas que fornecem apoio financeiro para a retoma da actividade laboral. De acordo com um comunicado oficial de 7 de maio, as políticas incentivam as instituições financeiras a aumentar o apoio aos principais setores de financiamento, como circuitos integrados, biomedicina e inteligência artificial, e emitem produtos financeiros personalizados e programas de serviços financeiros exclusivos para as principais indústrias e grandes obras públicas.


Nota: Tendo em conta o rápido desenvolvimento da pandemia COVID-19 e dos seus impactos na economia dos diversos países, a informação constante nesta página poderá não corresponder à totalidade da informação do mercado disponível e poderá ficar temporariamente desatualizada.

Última atualização: 22 de Maio de 2020.


FONTE:
AICEP PORTUGAL GLOBAL. Covid-19: Impacto nos Mercados. Disponível em: https://www.portugalexporta.pt/mercados-internacionais/impacto-covid-19
Acesso em: 22 de Maio de 2020