Rangel Talks: Filipa Horta, General Manager (Portugal), Biocodex

“Estamos com a  Rangel desde a nossa chegada a Portugal, esta apresentou-se como um parceiro com know-how, flexibilidade e uma postura muito orientada para soluções, o que criou rapidamente uma relação de confiança.”

FILIPA HORTA

A Biocodex é um grupo farmacêutico internacional com uma forte vocação científica, reconhecido pela aposta contínua na investigação e no desenvolvimento de soluções terapêuticas diferenciadoras. Em Portugal, a empresa tem vindo a consolidar a sua presença através de uma atuação próxima do ecossistema da saúde, valorizando a excelência clínica, a inovação e a capacidade de execução.
Para Filipa Horta, Portugal assume um papel cada vez mais relevante no contexto internacional: “Sendo um país pequeno, com acesso a muitos dados e profissionais de saúde e investigadores de excelência, permite testar e inovar rapidamente, com conclusões que podem ser replicadas noutros mercados.” Uma realidade que reforça a capacidade do país em executar com impacto, aliando resultados comerciais a projetos de elevado valor científico e educacional.

Enquanto General Manager da Biocodex em Portugal, como caracteriza hoje o posicionamento da empresa no mercado nacional?

Quero acreditar que a Biocodex Portugal é hoje uma empresa reconhecida pela sua credibilidade científica e pela qualidade dos produtos que desenvolve e comercializa. Somos pioneiros e lideres mundiais na área dos probióticos. Desde que chegámos a Portugal, em 2019, temos vindo a desenvolver não só este mercado, mas também o conhecimento sobre a importância da Microbiota. Consolidando um posicionamento de especialista, sustentado por evidência clínica robusta e por marcas fortes. Num mercado exigente e altamente regulado, isso traduz-se em confiança e consistência, dois ativos essenciais.

Num mercado relativamente pequeno como o nosso, que papel vê para Portugal dentro da estratégia global do grupo e, na sua opinião, o que poderia tornar o país mais relevante nesse contexto?

Apesar da dimensão do país e do facto da prevenção em saúde ser ainda mais baixa que nos restantes países da Europa, Portugal não deixa de ser interessante para o grupo. Em primeiro lugar, porque o nosso principal produto UL-250 faz parte da vida de grande maioria dos Portugueses. É uma marca conhecida quase por todos, com 80% de brand awareness. É líder de mercado. O facto de ser um pais pequeno, com muitos dados disponíveis, com profissionais de saúde e investigadores de excelência, permite entre outras coisas, testar e inovar rápido e tirar conclusões que podem ser replicadas noutros países. O que torna Portugal mais relevante é exatamente essa capacidade de executar bem, rápido e com impacto, aliando resultados comerciais a projetos de valor científico e educacional.

Do seu ponto de vista, que papel assume a logística no sucesso da sua empresa e quais os principais desafios logísticos que enfrenta?

Na indústria farmacêutica, a logística não é um back-office — é parte crítica do sucesso. Falamos de qualidade, rastreabilidade, cumprimento rigoroso de prazos e dos requisitos das boas práticas de distribuição. O principal desafio é garantir um fluxo fiável e previsível num contexto cada vez mais exigente, com pressão sobre custos, prazos e níveis de serviço.

Como surgiu a parceria entre a Biocodex e a Rangel Logistics Solutions?

Surgiu de uma necessidade clara: encontrar um parceiro que compreendesse as especificidades do setor farmacêutico e que fosse mais do que um simples prestador de serviços. Movimentamos anualmente mais de um milhão de unidades, com entregas diárias. Comercializamos produtos com diferentes especificidades regulamentares, desde dispositivos médicos, medicamentos, produtos de dermocosmética e suplementos alimentares. Estes volumes movimentados e a diversidade do portefólio torna a operação logística complexa. Estamos com a Rangel desde a nossa chegada a Portugal, esta apresentou-se como um parceiro com know-how, flexibilidade e uma postura muito orientada para soluções, o que criou rapidamente uma relação de confiança.

O que valoriza mais num parceiro logístico e de que forma a Rangel responde a essas necessidades?

Valorizamos sobretudo fiabilidade, agilidade, transparência, capacidade de antecipação e comunicação clara. A Rangel tem demonstrado isso na prática, nomeadamente na forma como gere situações imprevistas: não apenas resolve, mas propõe alternativas e melhorias.

Que tendências antevê para a logística farmacêutica nos próximos anos?

Vejo três grandes tendências: maior digitalização e rastreabilidade em tempo real, crescente exigência regulamentar e uma forte aposta na sustentabilidade. A logística farmacêutica será cada vez mais tecnológica, mas também mais responsável do ponto de vista ambiental, sem comprometer a qualidade e a segurança do medicamento.

Quais são as prioridades estratégicas da Biocodex em Portugal para o futuro?

As nossas prioridades passam por continuar a reforçar marcas estratégicas, através do investimento em inovação. Aprofundar a proximidade com os profissionais de saúde e desenvolver a equipa. Queremos crescer de forma sustentada, mantendo aquilo que nos define: rigor científico, ética e foco real nas necessidades de consumidores e profissionais de saúde.

A Biocodex implantou-se há menos de uma década em Portugal e os resultados conhecidos são reveladores de uma boa estratégia de abordagem ao mercado. A Filipa faz parte da estrutura desde o início e assumiu recentemente o cargo de General Manager, substituindo também uma mulher. Na sua opinião, a liderança feminina comporta diferenças substanciais para o contexto organizacional e entende que essas diferenças são propiciadoras de um contexto mais favorável ao sucesso das equipas?

Acredito que não existe um único modelo de liderança, mas é inegável que a diversidade, incluindo a de género, enriquece as organizações. Pessoalmente, identifico-me com uma liderança empática e motivacional, que promove a confiança, o direito a falhar e a aprendizagem contínua. Criar um ambiente onde as pessoas se sentem seguras para errar, questionar e evoluir é, na minha opinião, um dos maiores catalisadores de desempenho e inovação. Esse tipo de liderança não é característico de um determinado género, o que faz verdadeiramente a diferença é a capacidade de ouvir, de envolver, de dar contexto e de alinhar as pessoas em torno de um propósito comum. Quando isso acontece, as equipas tornam-se mais autónomas, mais comprometidas e, inevitavelmente, mais bem-sucedidas.