As 11 melhores práticas na gestão de inventário

gestão de inventário

Os gestores das cadeias de abastecimento estão continuamente à procura das melhores práticas para melhorar a gestão de inventário, e atualmente, sabe-se que a utilização da tecnologia dá um contributo muito importante na gestão da cadeia de abastecimento, oferecendo vantagens significativas. Assim, as práticas tradicionais e ultrapassadas de gestão de inventário devem ser substituídas pelos onze passos apresentados de seguida, que alavancados na tecnologia, vão contribuir para alcançar os melhores resultados.

1. Utilizar a análise ABC para categorizar o inventário

 A utilização da Gestão ABC na gestão de inventário não é uma novidade, no entanto, poderá ser otimizada através da aplicações de algoritmos para melhorar a análise prospetiva de throughput (mecanismos preditivos de vendas). Prevendo o futuro de curto-médio prazo – muitas vezes baseado em fatores como o estado da economia, as tendências do mercado, as épocas festivas e, em particular, o passado recente – pode ser um fator de grande importância para quem tem de se organizar em termos de compras e de organização do armazém.

2. Entender a relação entre vendas e inventário

É necessário perceber a relação entre vendas e inventário, pois à medida que as vendas aumentam, o inventário fluirá mais rápido. No entanto, a proliferação do SKU (Stock Keeping Unit) e a globalização do comércio eletrónico tornam o rastreamento das vendas muito complicado.

Mais uma vez, o papel da tecnologia começa a focar-se nos dados e na sua aplicação.

3. Utilizar a tecnologia para compreender os fluxos do inventário

Os tipos de tecnologia disponíveis que podem trazer vantagens à gestão de inventário vão desde os sensores conectados por RFID, aos sistemas ativados por GPS. Quanto maior é a capacidade da cadeia de abastecimento para rastrear dados e detalhes mais específicos, mais informações ficam disponíveis para ser processadas através da utilização de capacidades de análise avançadas, que permitirão entender como o inventário se move dentro e fora do armazém.

4. Implementar automatização para reduzir os encargos da gestão de inventário

Com tanta informação disponível e a proliferação das cadeias de abastecimento globalizadas, a gestão de inventário deve avançar para um novo nível. São agora necessários sistemas automatizados para concluir os processos de reposição de stocks, perceber quando as tendências de consumo estão a aumentar e procurar formas de evitar problemas de cumprimento dos processos. Por exemplo, o uso de drop shipping pode aliviar as preocupações com a manutenção do stock e o transporte para o cliente, pois esse processo passa a ser responsabilidade dos fabricantes.

5. Avaliar se a tecnologia em utilização dá resposta às necessidades

A tecnologia utilizada dentro de uma organização também deve contribuir para melhorar a gestão do inventário. Por outras palavras, os sistemas ERP antigos, por exemplo, não oferecem recursos de gestão de inventário, nem a capacidade de ver o inventário em todos os canais que devem ser atualizados. Além disso, a tecnologia utilizada deve incluir funções de gestão de inventário na maioria dos sistemas, incluindo gestão de mão de obra e logística. Afinal, as melhores práticas de gestão de inventário devem incluir os processos de armazenamento e de envio necessários para garantir que os níveis de stock permaneçam estáveis.

6. Combater o excedente de stock

Um dos problemas na cadeia de abastecimento moderna é o excedente de stock. O stock de segurança excedentário é uma ideia arcaica que foi pensada quando as cadeias de abastecimento iam de uma ponta à outra da cidade. Na economia global e orientada para o comércio eletrónico, o excedente de stock é dispendioso e arriscado. Além disso, este stock pode incluir também itens que foram devolvidos à empresa ou que não têm o mesmo valor que produtos similares, como por exemplo, produtos danificados ou com defeito.

Como explicou Fabien Tiburce, CEO da Compliant IA, os gestores de armazém devem tratar do excedente de stock danificado ou com defeito da seguinte forma:

“Os produtos danificados ou com defeito devem ser contabilizados separadamente de outro stock. O excesso de produtos danificados ou com defeito pode refletir um problema sistémico na cadeia de abastecimento, problemas de controlo de qualidade ou problemas com a distribuição, o transporte e/ou o armazenamento de produtos.

Se não existir outra opção, o produto poderá ter de ser descartado. Nesse caso, o produto deve ser destruído, para evitar que o mesmo acabe por ser encontrado no lixo vendável. Isso iria atrair atenção indesejada e pode ter um efeito negativo na empresa ou marca”.

7. Gerir o inventário em locais físicos, incluindo lojas físicas

No mundo da cadeia de abastecimento omnicanal, torna-se imperativo a gestão do inventário em todos os locais físicos, incluindo as lojas físicas. Para as empresas que se aproveitam as vantagens do ecommerce ou da recolha na loja (BOPIS), a capacidade de gerir o inventário em locais físicos é essencial.

8. Rastrear o stock em trânsito

O rastreamento do stock durante o transporte é também fundamental para o sucesso da cadeia de abastecimento, pois constitui um ativo considerável para as empresas da cadeia global de abastecimento. O não acompanhamento deste inventário pode levar a problemas com estratégias de reabastecimento.

9. Utilizar dados para gerir melhor os prazos de entrega e planear a procura

A tecnologia e os dados também desempenham um papel importante na gestão dos prazos de entrega e das necessidades de transporte, e permitem um melhor planeamento da procura para responder às mudanças na indústria. Por exemplo, o planeamento da época alta da cadeia de abastecimento requer recursos avançados de análise de dados, para as cadeias de abastecimento começarem a planear os meses de época alta com antecedência.

10. Realizar revisões contínuas do inventário

A revisão contínua do inventário constitui mais uma das melhores práticas na gestão bem-sucedida da cadeia de abastecimento. Esta deve basear-se em sistemas conectados para reconhecer os níveis atuais de stock em tempo real e concluir as solicitações de reposição sem necessidade de intervenção humana.

11. Aproveitar estratégias como o drop shipping, para reduzir o stock disponível

A utilização de estratégias de fulfillment como o cross-docking, drop shipping e até mesmo atendimento BOPIS, pode reduzir os níveis de stock disponível e diminuir os custos operacionais. No entanto, estas estratégias requerem comunicação e partilha de dados entre consumidores, gestores de cadeias de abastecimento, fabricantes e até mesmo transportadoras.

Texto adaptado de CERASIS. 11 Inventory Management Best Practices & the Role of Technology. Disponível em https://cerasis.com/inventory-management-best-practices/. Acedido a 19 de agosto de 2020

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