Exportação de animais vivos, maquinaria e produtos farmacêuticos para Angola

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Angola é um importante parceiro económico de Portugal, nomeadamente enquanto destino das exportações, e ocupa o segundo lugar enquanto cliente de bens e serviços portugueses entre os países extracomunitários.

Portugal e Angola sempre mantiveram uma relação comercial estreita, e nos últimos anos tem-se verificado um aumento do número de empresas portuguesas a exportar para Angola . De facto, este é um mercado relevante e familiar para as empresas e marcas portuguesas, que que têm vindo a beneficiar, de acordo com a AICEP, de linhas de seguro de crédito, operacionalizadas pela COSEC e com garantia do Estado português para exportar para este mercado africano.

De acordo com a Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa, entre os setores da economia angolana que apresentam maior potencial de exportação e crescimento, destacam-se a agroindústria e agropecuária, a indústria farmacêutica, o setor alimentar e os transportes e a distribuição de energia. O cruzamento desta informação com os últimos dados disponíveis relativamente às categorias de produtos mais importados pelo mercado angolano, é possível constatar um visível aumento na importação de animais vivos, maquinaria e também produtos farmacêuticos.

Considerando que estes são setores de grande oportunidade para as empresas portuguesas, torna-se importante perceber os procedimentos e documentação necessária para que o processo de exportação decorra sem problemas, desde a origem até ao destino.

Documentação necessária para exportar para Angola por categorias de produtos

Para exportar produtos de agropecuária para Angola, como por exemplo animais vivos, ou produtos de origem animal, é necessário:

  • Certificado de origem e salubridade;
  • Guia sanitária
  • Fatura comercial;
  • Conhecimento de embarque ou carta de porte;

Para exportar produtos de agroindústria para Angola, como por exemplo maquinaria, é necessário:

  • Ficha técnica;
  • Fatura comercial;
  • Conhecimento de embarque ou carta de porte

Para exportar produtos farmacêuticos é necessário:

  • Certificado de análise;
  • Certificado de origem;
  • Certificado de qualidade;
  • Declaração de saúde;
  • Fatura comercial;
  • Conhecimento de embarque ou carta de porte.

Importa referir que documentação original é a que deve acompanhar sempre a carga e estes documentos podem acrescer outros solicitados pela alfândega, quer da origem, quer do destino. Para além das listas anteriores, devem também ser considerados os documentos exigidos no destino ao importador, uma vez que alguns podem ter de ser emitidos também na origem. No sentido de evitar retenção da mercadoria no destino, aconselha-se previamente com o seu transitário ou despachante.

A Rangel dispõe de ligações aéreas diretas e regulares de e para Luanda (Aeroporto 4 de fevereiro), com partidas às terças e quintas do aeroporto de Lisboa (Aeroporto Humberto Delgado). Para além disso, dispõe também de ligação marítima regular para o mercado angolano. Quer o transporte aéreo e marítimo oferecem soluções de transporte para cargas completas ou grupagem, beneficiando de supervisão e coordenação operacional própria na origem e no destino, garantindo qualidade, segurança e eficácia em todos os envios.

Referências Bibliográficas:

Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa. Angola: riscos e oportunidades, Acedido em 27 de agosto de 2020, em https://www.ccip.pt/pt/newsletter-internacional/1659-angola-riscos-e-oportunidades

Portugal Exporta – AICEP. Mercado Angola, Acedido em 27 de agosto de 2020, em https://myaicep.portugalexporta.com/mercados-internacionais/ao/angola

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